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Diabetes e COVID-19: uma combinação bastante perigosa

Pessoas com diabetes não controlada podem ter graves complicações se infectadas com o coronavírus

Multidão

Uma pandemia viral que, desde dezembro de 2019, vem provocando morte em massa por todo o mundo. O SARS-CoV-2, causador da doença conhecida por COVID-19, há um ano e meio movimenta de forma nunca vista as áreas médica e científica, que, juntas e a passos extremamente acelerados, buscam desenvolver vacinas realmente efetivas para frear os estragos provocados pelo vírus letal.

Dada a falta de conhecimentos mais técnicos sobre a enfermidade, o fato de infecções humanas causadas por coronavírus – como é classificado o SARS-CoV-2 – não serem novidade é uma informação que pode causar espanto em um primeiro momento. Mas a verdade é que há décadas infecções virais impactam negativamente a saúde pública global.

Isso acontece porque os vírus, em geral, têm um incrível potencial de mutação e adaptação a novos ambientes biológicos. E isso viabiliza de forma impressionante sua capacidade evolutiva e de sobrevivência, o que os torna facilmente reproduzíveis e resistentes. E com a COVID-19 não é diferente.

O grande diferencial do novo coronavírus é o espectro clínico da doença, que pode variar de infecções assintomáticas a quadros graves, como aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS), agência especializada em saúde das Nações Unidas.

Segundo a OMS, cerca de 80% dos pacientes com COVID-19 tendem a ser assintomáticos (não manifestam nenhum sintoma) ou oligossintomáticos (apresentam poucos ou leves sintomas, que não evoluem), de modo que a recuperação ocorre sem a necessidade de tratamento hospitalar.

Contudo, os outros 20% dos casos confirmados são sintomáticos (apresentam sintomas). E é por conta deste último grupo que a COVID-19 tem sido tão mortal, já que uma em cada seis pessoas infectadas – e que manifestam os sintomas do novo coronavírus – fica seriamente doente e acaba acometida por desconforto respiratório, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), agência internacional especializada em saúde pública das Américas.

Quadro clínico que, quando agravado, leva aproximadamente 5% dos pacientes sintomáticos a necessitarem de internação para suporte ventilatório, na tentativa de impedir que a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) leve ao óbito. Esforço este que, infelizmente, em grande parte não tem desfecho positivo.

Comorbidades como fatores de risco

E por falar em casos graves de COVID-19, embora o padrão de resposta imunológica do corpo humano ao vírus ainda não tenha sido totalmente eluci­dado, já que qualquer pessoa pode contrair a doença e ficar gravemente doente, é consenso a relação da severidade dos casos com a existência de fatores de risco preexistentes.

Assim, pessoas idosas – especialmente as acima de 80 anos – e pessoas de qualquer idade que já tenham comorbidades como pressão alta (hipertensão), doenças cardiovasculares, problemas pulmonares crônicos, câncer e outras patologias que diminuam as condições de saúde têm maiores chances de ficar gravemente doentes caso sejam infectadas pelo SARS-CoV-2.

São os chamados grupos de risco da COVID-19, e os portadores de diabetes mellitus (DM) fazem parte dele, seja por ter o diabetes tipo 1 (DM1) ou o tipo 2 (DM2).

Por que o diabetes torna a infecção por COVID-19 mais grave?

Fazer parte do grupo de risco não quer dizer que pessoas com diabetes têm mais facilidade de contrair o novo coronavírus. E sim que, uma vez infectados, são mais propícios a desenvolverem complicações graves decorrentes da doença, especialmente se estiverem com o diabetes muito descompensado.

Muitas são as explicações técnicas para isso, mas tentaremos resumir e facilitar o entendimento dando destaque ao fato do diabetes ser uma doença metabólica que se caracteriza pela taxa elevada de glicose na corrente sanguínea (hiperglicemia).

Acontece que o mau controle consolidado da glicemia resultante do excesso de açúcar no sangue é condição bastante nociva à saúde. Uma desordem que causa, entre outros danos, um déficit do sistema imunológico em organismos em constante desarmonia.

Com a imunidade mais baixa em função do desequilíbrio metabólico, pessoas com diabetes consequentemente são mais sensíveis à presença de microrganismos, como é o caso do coronavírus. E assim, por apresentarem ambiente inflamatório que favorece infecções severas, têm resposta imune ao SARS-CoV-2 reduzida, o que torna o combate ao vírus bem mais difícil.

Isso sem falar na frequente associação do diabetes com outras comorbidades como hipertensão e obesidade, que também são fatores agravantes em situações de infecção pelo novo coronavírus.

E as evidências que mostram que a COVID-19 tem evolução agravada em pacientes com diabetes descompensado são científicas, sendo muito comuns tromboembolismos, complicações pulmonares graves que levam à insuficiência respiratória e a incidência de cetoacidose diabética (CAD).

O resumo desse cenário: o diabetes figura na lista das comorbidades que agravam a COVID-19 e, como tal, pessoas com diabetes que por ventura testarem positivo para o SARS-CoV-2 precisam de cuidados médicos redobrados e atenção especial.

Importância do controle da glicemia

A baixa imunidade em pessoas com diabetes deriva diretamente dos níveis elevados de glicose no sangue. Por essa razão, a adoção de meios adequados de controle da glicemia é vital.

O principal deles é a automonitorização com o glicosímetro (medidor de glicose), que deve ser feita diariamente por meio de medições realizadas antes (em jejum) e depois das refeições. Não descuidar das aplicações de insulina, quando necessário e sob orientação médica, bem como tomar medicações orais prescritas, também são medidas importantes.

Por fim, manter o diabetes controlado com a ajuda de uma rotina alimentar equilibrada e a prática regular de exercícios físicos é fundamental. Eleva as chances de pacientes com diabetes enfrentarem o coronavírus com menos riscos de complicações à saúde, de modo que a probabilidade de ficarem gravemente doentes será quase a mesma de pessoas sem comorbidades.

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