Veja abaixo a nossa newsletter com matérias sobre saúde do coração e diabetes.

Tá na mídia

Para notícias internacionais e outros materiais, como infográficos, fotos e vídeos sobre o diabetes e outras áreas terapêuticas, visite o site global da Novo Nordisk clicando aqui (em inglês).

Matérias

Papel da insulina no controle do diabetes

Vital para a homeostase da glicose, a insulina permite o controle da glicemia e do diabetes.

Papel da insulina no controle do diabetes

Assim como uma máquina, para funcionar da maneira correta o corpo humano precisa que cada parte que o compõe esteja perfeitamente ajustada. Chamada de homeostase (ou homeostasia), a capacidade de organismos vivos manterem seu meio interno em estabilidade é uma habilidade fundamental à manutenção da vida.

Para esse equilíbrio acontecer, uma combinação de diversos processos fisiológicos deve ocorrer de modo coordenado, visando manter fluidos, temperatura, pressão e outras ações em plena atividade e sem alterações radicais. Um deles é a homeostase glicêmica, estado metabólico imprescindível para a sobrevivência do ser humano.1

Homeostase glicêmica x diabetes

A homeostase glicêmica tem como finalidade manter em taxas ideais o açúcar (glicose) em circulação na corrente sanguínea. O equilíbrio fisiológico do nível de glicose sanguíneo é vital porque, quando frequentemente alterada para baixo (hipoglicemia) ou para cima (hiperglicemia), a glicemia poder interferir negativamente no corpo como um todo.2

Tanto é que, quando a glicemia “estaciona” em níveis acima do normal – o aceitável é até 99 mg/dl pré-prandial (período que antecede a alimentação) e até 140 mg/dl pós-prandial (1 ou 2 horas após a alimentação)3 –, o organismo se abre para uma série de complicações à saúde.

Uma das doenças mais conhecidas que resulta desse cenário é o diabetes mellitus (DM), que se caracteriza pela hiperglicemia persistente. Ou seja, por glicemia de jejum acima de 126 mg/dL, ou superior a 200 mg/dL em qualquer momento do dia.[1]

Hiperglicemia persistente

Como vimos, a hiperglicemia é uma condição que se consolida p

  • Quando um hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina, deixa de ser fabricado (diabetes tipo 1) e passa a não cumprir seu papel no controle da glicemia;
  • Quando a insulina secretada não é suficiente e/ou tem ação reduzida (diabetes tipo 2).

A partir de agora iremos focar na insulina, já que o diabetes é causado justamente por defeitos na produção e na atuação desse hormônio.

Insulina e o metabolismo da glicose

Ao funcionar como uma “chave” que abre a “fechadura” para que a glicose passe do sangue para o interior das células a insulina cumpre sua missão primordial: fazer com que o açúcar proveniente dos alimentos seja bem aproveitado.

Ou seja, é graças à insulina que a glicose consegue entrar nas células para ser convertida em energia ou ser armazenada como glicogênio, de forma a não se acumular em excesso no sangue e não caracterizar a hiperglicemia. Função que justifica a importância desse hormônio para a homeostase glicêmica.

Vale lembrar que, como a glicose é o principal combustível para viabilizar as atividades celulares diárias, o corpo é extremamente dependente desse nutriente para se desenvolver bem. Por esse e outros fatores, a insulina é considerada peça-chave no controle do diabetes.

Insulinas basal e prandial

Em princípio, é da natureza humana produzir a insulina necessária para o controle da glicemia. Esse processo acontece eficazmente em pessoas sem diabetes, através da secreção pelo pâncreas de dois padrões de insulina:

  • Insulina basal - liberada em pequenas quantidades de forma contínua, como um gotejamento que ocorre 24 horas por dia, para manter o metabolismo do açúcar funcionando corretamente;
  • Insulina prandial (bolus) - liberada em grandes quantidades sempre que ocorre um aumento significativo de açúcar no sangue, geralmente após as refeições (e principalmente quando ricas em carboidratos), com a finalidade de impedir a hiperglicemia.

Enquanto o tipo basal representa aproximadamente 50% da produção diária de insulina necessária para o controle glicêmico, o restante cabe à produção prandial, que divide-se em 10% a 20% em cada refeição.5

Quando, por algum motivo, a secreção natural desse hormônio deixa de ser suficiente (pouca ou nenhuma produção) e/ou quando as células passam a não responder como deveriam à insulina (resistência insulínica), consolidando então o diagnóstico de diabetes, a saída é recorrer à tecnologia para baixar a glicemia e mantê-la dentro dos valores normais. Estamos falando da reposição exógena (sintética) de insulina que pode ser necessária em alguns casos.

Insulina exógena

O tratamento substitutivo da insulina natural pela insulina exógena pode ser adotado em todos os tipos de diabetes. Trata-se de uma opção terapêutica de extrema eficiência para pacientes diabéticos que precisam desse suporte para minimizar as chances de crises hiperglicêmicas e para alcançar um bom controle da glicemia.

Desenvolvida em laboratório e com variados tipos de ação (que se diferenciam conforme o tempo que agem no organismo), todos muito semelhantes ao hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina exógena é altamente capaz de melhorar a qualidade e a expectativa de vida desses pacientes, desde que corretamente utilizada.

Por isso, é muito importante que todo tratamento com insulina exógena seja individualizado e elaborado por um médico, pois pode ser necessário o uso de mais de um tipo de insulina (com indicação de aplicação em momentos distintos do dia ou na mesma hora) e até mesmo de maneira combinada, em uma mesma injeção.

Portanto, em hipótese alguma esse recurso deve ser adotado via automedicação ou sem auxílio de profissionais da saúde.

Nota Importante: O conteúdo deste site não substitui a necessidade de acompanhamento médico para fins de diagnósticos e aconselhamentos. Não desconsidere ou altere tratamentos orientados por profissionais da saúde e busque por atendimento clínico sempre que necessário.

 
  1. PAIVA, M. C. O papel fisiológico da insulina e dos hormônios contrarregulatórios na homeostase glicêmica. Disponível em: https://www.vponline.com.br/portal/noticia/pdf/625a3c9793434f4226ef9eb5508f2c51.pdf - Visualizado em 19/10/21.
  2. Khan Academy. Estrutura do corpo e homeostase. Disponível em: https://pt.khanacademy.org/science/biology/principles-of-physiology/body-structure-and-homeostasis/a/homeostasis - Visualizado em 20/10/21.
  3. Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Regulação da glicemia. Disponível em: https://numeb.furg.br/index.php?option=com_content&view=article&id=42&Itemid=40 - Visualizado em 19/10/21.
  4. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Disponível em: https://www.endocrino.org.br/perguntas-frequentes-sobre-diabetes-ii/ - Visualizado em 19/10/21.
  5. THOMAZELLI, F.C.S. Manejo das Insulinas. Disponível em: https://www.sbemsc.org.br/wp-content/uploads/2021/06/14.10-Manejo-das-Insulinas-Dr-Fulvio.pdf - Visualizado em 25/10/21. 

Contato Imprensa

Approach Comunicação


Carolina Landi - carolina.landi@approach.com.br - Tel: +55 (21) 99462-2448

Matheus Steinmeier - matheus.steinmeier@approach.com.br - Tel: +55 (11) 96566-7194

Júlia Baptista - julia.baptista@approach.com.br - Tel: +55 (11) 97535-8165

Mariana Geraldine - mariana.geraldine@approach.com.br - Tel: +55 (11) 98932-1448

Fale sempre com seu médico.

Acompanhamento com seu médico de confiança e realização de exames regulares podem ajudar você a controlar o diabetes, além de colaborar para reduzir as chances de doenças cardíacas ou de derrame (AVC).

Em menos de um minuto você pode descobrir seus fatores de risco para o coração.

Conheça os principais sintomas que podem estar associados a doenças cardiovasculares.