Avanço da tecnologia pode facilitar gerenciamento do diabetes

Diabetes e Tecnologia

Sensores de glicose, aplicadores de insulina, smartwatches e aplicativos podem facilitar a rotina das pessoas com diabetes

A tecnologia não para de avançar e é cada vez mais evidente como ela permeia nossas vidas por meio de smartphones, assistentes de voz, aplicativos que ajudam na rotina e dispositivos vestíveis, apenas para citar alguns exemplos. Há uma grande tendência também de que esse avanço tecnológico seja utilizado na saúde, com o intuito de ajudar médicos e  a pacientes no acompanhamento de tratamentos e monitoramento de dados de saúde. [1]

Este é um cenário positivo para quem vive com diabetes. Afinal, o controle de todos os fatores relacionados à condição pode ser bastante trabalhoso e estressante, com impactos até na saúde mental. [2] Para essas pessoas a tecnologia pode ser uma grande aliada para otimizar e facilitar o dia a dia de diversas formas: da medição dos índices de glicemia até a rotina de alimentação e exercícios.

Apesar de ser um campo promissor, vale ressaltar que o uso de tecnologia ainda precisa evoluir, com atenção especial às questões de privacidade e segurança, ao surgimento e uso de tecnologias de sensores, à combinação de dados móveis e clínicos e ao desenvolvimento de ensaios clínicos validados. [3]

Confira algumas soluções tecnológicas que podem contribuir na gestão do diabetes:

Wearables

Os dispositivos vestíveis – conhecidos principalmente como smartwatches – já estão disponíveis em diversos modelos e preços. Dentre suas diversas funções está o monitoramento de funções vitais, como a frequência cardíaca. Ao considerar que pessoas com diabetes apresentam até quatro vezes mais chances de sofrer eventos cardiovasculares e o dobro do risco de morrer deste evento quando comparados à população geral [4], é preciso sempre estar atento a qualquer alteração.

Alguns dispositivos já têm acurácia suficiente, se dispostos adequadamente no pulso dos indivíduos, para identificar alterações cardiovasculares significativas, como ritmos irregulares do coração, que podem significar riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, em alguns casos, até mesmo infarto do miocárdio. [5]

Esses dispositivos podem ser usados também para acompanhar históricos de atividades físicas e, muitas vezes, funcionam como um estímulo para que o usuário termine suas metas de bons hábitos. [6]

Aplicativos

Com poucos toques no smartphone é possível acessar as lojas de aplicativos e encontrar uma infinidade de aplicativos que podem contribuir de formas variadas. Existem opções gerais, como as de acompanhamento nutricional, rotina de exercícios físicos – seja para apenas marcar o que foi feito no dia ou mesmo com indicações de práticas – ou de lembrete de horários para tomar medicações.

Há também aplicativos como foco nas pessoas com diabetes, oferecendo um espaço para anotações de rotina, histórico de medição de glicose e de aplicação de insulina, além de dicas personalizadas para o gerenciamento da condição. [1] [7]

São informações que empoderam quem tem diabetes e ajuda o profissional de saúde a fazer o acompanhamento com mais detalhes.

Sensor medidor de glicose

Acostumar-se com a medição de glicose diária pode ser desafiador. A melhor maneira é incluir essa tarefa na rotina e, hoje, existem gadgets e aplicativos que facilitam o dia a dia. Para quem prefere fazer a medição de forma manual, é possível encontrar medidores que podem ser conectados ao celular e que ajudam no controle da glicose via aplicativo, por exemplo.

Já estão disponíveis no mercado também alguns sensores que, inseridos abaixo da pele em locais do corpo como barriga ou braço, são capazes de acompanhar os níveis de açúcar 24 horas por dia, enviando dados para um receptor que pode ser conferido via smartphone. [8]

As medições acontecem a cada poucos minutos e, por meio do fácil acesso a esses dados, as pessoas com diabetes podem tomar melhores decisões referentes a suas escolhas alimentares, medicações e hábitos, servindo também um excelente histórico para compartilhar com a equipe médica sempre que necessário. [9]

Aplicadores de insulina

O mesmo acontece com os aplicadores de insulina, um dispositivo também acoplado à pele do indivíduo, capaz de fazer a infusão de microdoses de insulina no organismo, de acordo com a necessidade da pessoa com diabetes. Essa solução é indicada para aqueles que precisam administrar injeções do hormônio com muita frequência durante o dia. [9]

Há também versões mais modernas para quem faz uso das canetas de insulina. Agora, elas são reutilizáveis e, conectadas a um aplicativo, ajudam a administrar as aplicações, calculando doses e gerando alertas, lembretes e relatórios de seu uso. São fáceis de usar, práticas de carregar e garantem a segurança dos indivíduos que dependem da insulina para controlar o diabetes. [8] 

Telemedicina

A telemedicina ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19, como uma ferramenta capaz de aumentar o acesso aos serviços de saúde, com qualidade e redução de custos. [10]

No caso do diabetes, além de ser uma solução que conecta pacientes com médicos para acompanhamento do caso, pode ser uma maneira de diagnosticar precocemente complicações e outras alterações que podem aparecer nos indivíduos nos períodos entre consultas de rotina. [11]

 

Referências:
  1. National Library of Medicine.Use of apps for physical activity in type 1 diabetes: current status and requirements for future development. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6475849/
  2. Medical News Today. What conditions may occur alongside type 2 diabetes?. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.medicalnewstoday.com/articles/comorbidities-of-diabetes-type-2
  3. National Library of Medicine. Mobile and Wearable Technology for the Monitoring of Diabetes-Related Parameters: Systematic Review. Acesso em 26 de julho de 2022. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8212630/
  4. Scientific Electronic Library Online. Doença cardiovascular no diabetes mellitus: análise dos fatores de risco clássicos e não-clássicos. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/Cj3SVKSMMBqhQNyZmhnmNrx/?lang=pt
  5. Harvard Medical School. Harvard Health Publishing. Can a smart watch diagnose a heart attack?. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.health.harvard.edu/heart-health/can-a-smart-watch-diagnose-a-heart-attack
  6. National Library of Medicine. Healthcare Applications of Smart Watches. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5052554/
  7. Endocrinology Network. 5 Top Diabetes Diet & Fitness Apps. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.endocrinologynetwork.com/view/5-top-diabetes-diet-fitness-apps?page=11
  8. American Diabetes Association. Devices & Technology. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.diabetes.org/tools-support/devices-technology
  9. Medicine Net. What is the New Technology for Diabetes. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://www.medicinenet.com/what_is_the_new_technology_for_diabetes/article.htm
  10. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Telemedicina. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/telemedicina-8/
  11. Universidade Federal de Minas Gerais. Telemedicina barateia ‌rastreio‌ ‌da‌ ‌cegueira‌ ‌causada‌ ‌pelo‌ ‌diabetes‌. Acesso em 24 de julho de 2022. Disponível em: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/telemedicina-barateia-rastreio-da-cegueira-causada-pelo-diabetes

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