Veja abaixo a nossa newsletter com matérias sobre saúde do coração e diabetes.

Tá na mídia

Para notícias internacionais e outros materiais, como infográficos, fotos e vídeos sobre o diabetes e outras áreas terapêuticas, visite o site global da Novo Nordisk clicando aqui (em inglês).

Matérias

Diabetes e depressão: uma relação de causa e consequência.

Portadores de diabetes tipo 2 são mais propensos a estados depressivos.

Multidão

Estamos em meio a uma pandemia histórica, e é inegável que lidar com a dor decorrente da perda de entes queridos, com o medo de se descobrir infectado e com as limitações impostas pelo isolamento social não são tarefas das mais fáceis. Tanto que os diagnósticos de ansiedade e depressão subiram consideravelmente desde o surgimento da COVID-19.

Sim, é normal sentir-se triste e deprimido em meio a esse turbilhão. E até mesmo antes do caos atual se instalar, infelizmente, a depressão já fazia parte da rotina de muitas pessoas pelas mais variadas causas e motivos. Cenário bastante observado em portadores de diabetes, diga-se de passagem.

Isso porque embora qualquer ser humano possa se ver diante de um quadro depressivo, quem tem diabetes está mais sujeito a desenvolver distúrbios emocionais em comparação com quem não tem a desordem.

Tanto que estimativas indicam ser duas vezes maiores as chances de pacientes com diabetes apresentarem transtornos psicológicos se comparados às pessoas saudáveis. Principalmente se forem portadores do diabetes tipo 2, uma vez que essa patologia é geralmente descoberta em idade adulta e exige mudanças comportamentais abruptas quando diagnosticada.

O que são, como agem e malefícios

Para ficar mais fácil compreender qual a estreita relação entre diabetes e depressão, nada como entender de forma bastante simplificada o que são e como se comportam as duas condições.

O diabetes é uma disfunção metabólica que resulta de problemas na produção ou da ação de um hormônio fabricado pelo pâncreas, a insulina. Dois são os tipos primários: o diabetes mellitus tipo 1 (DM1), e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

No DM1, que é uma desordem relacionada com fatores genéticos e autoimunes, o próprio organismo age contra o pâncreas, atacando e destruindo as células beta desse órgão, que são responsáveis por sintetizar e liberar insulina. Por conta dessa reação, a produção do hormônio é inexistente ou baixíssima.

No DM2, enfermidade que geralmente deriva de alimentação irregular e estilo de vida pouco saudável, a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente, ou o corpo não responde bem à insulina produzida, utilizando-a de forma ineficaz.

Não importa o tipo de diabetes, tanto a falta quanto o defeito na ação da insulina impossibilitam que a glicose (açúcar) ingerida entre nas células para, então, ser convertida em energia e utilizada para fins de diversas atividades celulares. Como consequência, há o acúmulo desse nutriente no sangue, condição conhecida por hiperglicemia.

Por sua vez, a depressão é um transtorno com vários tipos e fases, que, de forma geral, se revela por meio de alguns sinais. São eles: sentimentos de tristeza profunda, baixa autoestima, mudanças repentinas de humor, desânimo persistente, sensação de cansaço constante, perda de interesse generalizada, alterações no sono e no apetite e, por vezes, comportamentos imprudentes ou destrutivos, entre outros.

Muitas vezes de cunho hereditário (histórico-familiar), também pode ser desencadeada por causas orgânicas e psicológicas diversas. Alguns exemplos são os traumas e as experiências estressantes, o abuso de álcool ou drogas, a deficiência de neurotransmissores, os problemas de saúde ou dores crônicas, etc. E é por este último motivo que a depressão e o diabetes constantemente se cruzam.

Diabetes x depressão

Dados oficiais apontam que 350 milhões de pessoas no mundo todo possuem alguma forma de depressão, o que corresponde a cerca de 4,5% da população geral. Já o diabetes acomete 463 milhões de adultos, prevalência global que representa quase 6% da população. Desse total, importante destacar que o diabetes tipo 2 é responsável por cerca de 90% dos casos.

Se levarmos em conta que estudos mostram ser de 30% o percentual estimado das pessoas com diabetes que convivem com algum grau de depressão, temos, então, números alarmantes quando relacionamos essas duas desordens crônicas. Uma lamentável realidade, em que uma condição potencializa os efeitos da outra.

A relação bidirecional entre o diabetes e a depressão funciona da seguinte forma: na maioria das vezes, junto com a descoberta do diabetes, surge a necessidade de mudanças bruscas de hábitos que afetam completamente o estilo de vida. Em virtude dessa nova rotina, muitas pessoas se abalam física e emocionalmente.

Em outras situações, portadores de diabetes podem vir a desenvolver alterações fisiológicas desagradáveis e graves em razão de eventual piora da doença, e, ao se verem diante de complicações comuns à desordem, apresentam distúrbios psicológicos.

Não menos importante, na presença de quadros depressivos é comum que pessoas com diabetes não consigam realizar corretamente o controle glicêmico, já que os sintomas da depressão muitas vezes dificultam a realização desse gerenciamento. E, em um ciclo vicioso, sintomas da depressão podem ser intensificados pela glicemia mal controlada – seja em níveis muito altos (hiperglicemia) ou muito baixos (hipoglicemia).

Tratamento e cuidados essenciais

Por tudo exposto acima, portadores de diabetes precisam buscar a ajuda de profissionais especializados em saúde mental tão logo percebam a presença de sintomas característicos da depressão. O diagnóstico precoce é vital para um tratamento conjunto e eficiente das duas condições.

Aceitar e compreender o estado depressivo são outros importantes passos para amenizar o tempo de ação e gravidade do quadro, e, assim, reduzir impactos no controle do diabetes. Para tanto, o auxílio de psicofármacos (antidepressivos) pode ser indicado, de forma totalmente individualizada e respeitando as condições clínicas de cada paciente.

Por fim, adotar uma rotina que inclua a realização de atividades prazerosas como a prática de exercícios físicos, de relaxamento e de tarefas manuais e artesanais libera endorfina e tem ação direta sobre os níveis de serotonina e dopamina no organismo, que são neurotransmissores associados ao bem-estar. Sem esquecer, claro, de que cuidados com a alimentação são importantes não só no combate do diabetes, mas também na prevenção e tratamento da depressão.

Contato Imprensa

Approach Comunicação


Carolina Landi - carolina.landi@approach.com.br - Tel: +55 (21) 99462-2448

Matheus Steinmeier - matheus.steinmeier@approach.com.br - Tel: +55 (11) 96566-7194

Júlia Baptista - julia.baptista@approach.com.br - Tel: +55 (11) 97535-8165

Mariana Geraldine - mariana.geraldine@approach.com.br - Tel: +55 (11) 98932-1448

Fale sempre com seu médico.

Acompanhamento com seu médico de confiança e realização de exames regulares podem ajudar você a controlar o diabetes, além de colaborar para reduzir as chances de doenças cardíacas ou de derrame (AVC).

Em menos de um minuto você pode descobrir seus fatores de risco para o coração.

Conheça os principais sintomas que podem estar associados a doenças cardiovasculares.